A manhã chegou Mas a noite não se foi

A manhã chegou
Mas a noite não se foi
esta nem quis sair
sonhou em até ficar
bem juntinha assim
dessa discreta manhã
Noite então não foi
porque a manhã não quis e…
…os meus olhos sorriram ao ver esse mar de luzes e sombras no ar
meus ouvidos se encantaram com o silêncio do abraço desse amar
noite e manhã sopraram velas tão belas quanto as gotas de luz do sol
e tantos beijos presos no anzol soltos assim nas águas da solidão
terminou assim
a noite em prantos sem fim
começou assim
a manhã saudosa em mim
18 de maio de 2026
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Resumo do que há no livro:
São personagens atormentados, no limite, que buscam, então, amor e precisam conhecer a si mesmos primeiro. Uma homenagem à vida na figura da minha avó materna (em Os Suicidas). Além disso, é uma ironia sobre nossa relação com a mídia televisiva (em Pano de Fundo).
Uma história de amor que não aconteceu (em Sonhos).
Mas não só isso: também é uma análise sobre os diferentes tipos de crueldade (em Cru). A história de uma criança de rua (ou de várias delas) que não se resolve nunca e parece um círculo vicioso (em Longa história…). São reflexões sobre isolamento social desde o nascimento (em A elipse).
Ainda tem uma história metalinguística, sobre aparências, memória imprecisa e pontos de vista (em As deslembranças), com final surpreendente.
Desse modo, sobra o último conto…
… A Rosa. Este faz parte de uma trilogia ainda inacabada (Pátria Amada). É um conto que usa fatos históricos e personagens reais do Brasil para contar algo inventado: por que o mecânico Otávio de Souza escreveu o poema/letra da música Rosa, de Pixinguinha?
Bom, por que, na verdade, ninguém sabe; assim, o conto inventa o motivo.
Portanto, esse é o argumento…
… para criar a história de amor entre Otávio e Rosa. Paralelamente a esse amor, há um pano de fundo: a história do Brasil, no Rio de Janeiro dos anos 10, 20 e 30 do século XX. Muitos fatos no conto realmente aconteceram.
Algo assim como Forrest Gump, interagindo com personagens históricos. Ou algo como no filme Shakespeare Apaixonado, em que os roteiristas inventaram o motivo do dramaturgo ter escrito Romeu e Julieta. Por isso, o conto A Rosa usa, então, a música para contar a história do Brasil e do romance entre Otávio e Rosa.
O projeto ficou tão bom…
… que o autor F. de Amorim (eu mesmo) começou a segunda parte (que se passa nos anos de 1960 a 1970). E ainda fará a terceira. Todos os contos, contudo, representam uma valorização da poesia, do amor, mas não só isso, porque há também suas dimensões no mundo contemporâneo, ainda que muitas das histórias tenham sido escritas na década de 1990.
Desse modo, continue aqui no site e explore à vontade!!
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